A Família, a Escola e a TV
No século XIX a família desempenhava sua função de educar a qual os estudiosos chamam de função primária. Era sua função orientar, decidir pelas crianças, resguardá-las das atrocidades do mundo, criar modelos de atitudes corretas, enfim a família dava o primeiro passo na formação do futuro cidadão. Depois disso vinha a escola que desempenhava sua função também educadora chamada secundária fundada em seqüencialidade e hierarquia.
A proposta de educação, no século XIX, pelo Estado, tinha como finalidade a formação do cidadão que teve um caráter inovador baseado em: a) fundamento b) unidade c) finalidade. Conflitos sociais, políticos e econômicos acabaram por gerar um déficit na socialização e a nação e a democracia tornaram-se incapazes de gerar propostas educacionais. Assim as Instituições responsáveis pela educação foram atingidas (escola, igreja, família). Na verdade, o resultado bombástico dessa crise foi a perda da eficácia dos valores transmitidos e normas culturais de coesão social pela família e pela escola.
Os problemas hoje detectados pela diminuição do poder da socialização primária foram famílias com pais que têm uma conduta menos autoritária, a criança está a cada dia mais cedo fazendo suas escolhas, não há modelos preexistentes para a vida cotidiana, a imagem do mundo esta menos segura e mais instável.
Novos agentes de socialização então foram eleitos, como os meios de comunicação em massa e principalmente a TV. A TV não foi projetada como entidade encarregada da formação moral e cultural das pessoas, do contrário seu projeto supõe que essa formação já esteja adquirida.
A TV preconiza o desaparecimento da infância porque revela a sexualidade, a violência e a incapacidade do adulto para dirigir o mundo. A criança está só diante das mensagens que recebe sem a ajuda de um adulto para interpretá-las. Não há ninguém para estabelecer barreiras, transmitir segurança, definir um modelo para as futuras gerações.
O efeito da TV é pior que a violência que ela veicula porque a criança vê o mundo como ele é. Antigamente o acesso a essas informações só aconteciam sob o domínio do código da leitura e da escrita e as coisas iam sendo gradativamente reveladas às crianças conforme as fases da vida.
Hoje a informação adulta chega à criança, a TV não discrimina momentos ou seqüências na difusão da informação. Ver TV não requer habilidade nenhuma, ver TV não desenvolve habilidade nenhuma. A TV não diferencia a criança do adulto e acaba por infantilizar os adultos. Essas relações afetam a família e principalmente a escola, pois a TV enfraquece a curiosidade das crianças e a autoridade dos adultos. Chegam às escolas alunos cada vez mais diferentes que não conseguem aprender conteúdos de um modelo único ou diante da violência condutas com drogas e marginalidade e há aqueles que optam pela indiferença e menor dedicação de esforços ao trabalho escolar.
Paula
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Limites????
Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo." (Joe Namath)
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A Busca Fundamental
A busca fundamental
Surpreenda-se com a vida que Deus pode lhe proporcionar. Para nos lembrar do caráter provedor de Deus Davi nos lembra de que todo nosso sustento vem do Pai, a segunda frase do Salmo 23 diz assim: “Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me às águas tranquilas”. O autor, que havia sido pastor de ovelhas, traçando as devidas comparações, descreve o método com o qual os pastores sustentam as ovelhas: O rebanho é levado a um pasto farto com alimento e água para aquele momento. Nenhuma ovelha se preocupa em guardar o capim e a água para o dia seguinte, porque elas sabem que no dia seguinte o pastor as levará a outro pasto que terá alimento suficiente para aquele dia. A função do pastor é essa: Prover diariamente as necessidades básicas do rebanho. A função das ovelhas é seguir.
A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou em 19 de julho de 2011 uma resolução que reconhece a busca pela felicidade como "um objetivo humano fundamental" e convidou os estados-membros a promover políticas públicas que incluam a importância da felicidade e do bem-estar em sua aposta pelo desenvolvimento.
Na verdade o que é a felicidade? Qual a necessidade que cada ser humano tem diariamente? Guardar, acumular riquezas, comidas, roupas, há séculos que é assim. O desejo pelas coisas nos torna ansiosos, impacientes. Essas atitudes geram doenças em nosso século como insônia, ansiedade, obesidade entre outras.
Então o que fazer? Não devemos ter conta bancária, uma poupança para dias de dificuldades? Uma reserva sempre é uma atitude prudente, o que Deus condena é a ganância, o amor pelo dinheiro, e a acumulação de bens desnecessários, esses valores todos estamos sujeitos a perdê-los. E quando os perdemos entramos em desespero, porque não acreditamos na providência Divina e travamos lutas, dia e noite para recuperá-los, perdemos a medida. Nossa ambição afeta nosso corpo assim não fixamos os olhos no coração e afetamos toda nossa vida, nossa saúde.
Perdemos a paciência, ficamos ansiosos demais pelo que podemos ter, tratamos a vida como uma grande piada. O cantor Lenine em sua música Paciência diz “Será que é tempo que lhe falta para perceber? Será que temos esse tempo para perder? E quem quer saber? A vida é tão rara a vida não pára”.
A vida não pára, então o que deve ser a nossa prioridade? Comida, bebida, roupa, carro moto, casa? Todas essas coisas devem vir no lugar certo assim e só assim seremos curados de nossas insônias, ansiedades, obesidades e tantas outras doenças e transtornos.
O que deve ser prioridade em nossas vidas todo filho de Deus sabe, mas nem todos praticam. Devemos buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais nos será acrescentado.
Paula
Surpreenda-se com a vida que Deus pode lhe proporcionar. Para nos lembrar do caráter provedor de Deus Davi nos lembra de que todo nosso sustento vem do Pai, a segunda frase do Salmo 23 diz assim: “Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me às águas tranquilas”. O autor, que havia sido pastor de ovelhas, traçando as devidas comparações, descreve o método com o qual os pastores sustentam as ovelhas: O rebanho é levado a um pasto farto com alimento e água para aquele momento. Nenhuma ovelha se preocupa em guardar o capim e a água para o dia seguinte, porque elas sabem que no dia seguinte o pastor as levará a outro pasto que terá alimento suficiente para aquele dia. A função do pastor é essa: Prover diariamente as necessidades básicas do rebanho. A função das ovelhas é seguir.
A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou em 19 de julho de 2011 uma resolução que reconhece a busca pela felicidade como "um objetivo humano fundamental" e convidou os estados-membros a promover políticas públicas que incluam a importância da felicidade e do bem-estar em sua aposta pelo desenvolvimento.
Na verdade o que é a felicidade? Qual a necessidade que cada ser humano tem diariamente? Guardar, acumular riquezas, comidas, roupas, há séculos que é assim. O desejo pelas coisas nos torna ansiosos, impacientes. Essas atitudes geram doenças em nosso século como insônia, ansiedade, obesidade entre outras.
Então o que fazer? Não devemos ter conta bancária, uma poupança para dias de dificuldades? Uma reserva sempre é uma atitude prudente, o que Deus condena é a ganância, o amor pelo dinheiro, e a acumulação de bens desnecessários, esses valores todos estamos sujeitos a perdê-los. E quando os perdemos entramos em desespero, porque não acreditamos na providência Divina e travamos lutas, dia e noite para recuperá-los, perdemos a medida. Nossa ambição afeta nosso corpo assim não fixamos os olhos no coração e afetamos toda nossa vida, nossa saúde.
Perdemos a paciência, ficamos ansiosos demais pelo que podemos ter, tratamos a vida como uma grande piada. O cantor Lenine em sua música Paciência diz “Será que é tempo que lhe falta para perceber? Será que temos esse tempo para perder? E quem quer saber? A vida é tão rara a vida não pára”.
A vida não pára, então o que deve ser a nossa prioridade? Comida, bebida, roupa, carro moto, casa? Todas essas coisas devem vir no lugar certo assim e só assim seremos curados de nossas insônias, ansiedades, obesidades e tantas outras doenças e transtornos.
O que deve ser prioridade em nossas vidas todo filho de Deus sabe, mas nem todos praticam. Devemos buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais nos será acrescentado.
Paula
Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo." (Joe Namath)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O Vestibular
Vestibular
O vestibular é um fenômeno não tão novo, mas tem gerado muitos debates sobre sua importância para o desenvolvimento escolar de nossos alunos, pois ele é um processo intrínseco no seu cotidiano.
Exames preparatórios para cursos superiores existem no Brasil desde 1808. A partir de 1837 apenas alunos das escolas de elite poderiam fazer esses cursos. Em 1911 foi criada uma lei que obrigava a existência de um exame para o ingresso nos cursos superiores. Em 1915 as provas passaram a ser chamadas de vestibular, de acordo com o decreto n.11530. Nesta época a prova era dividida em duas etapas: uma escrita e uma oral. Permaneceu com esta estrutura até 1964, com a criação da Fundação Carlos Chagas as provas ganharam questões de múltipla escolha, e a correção passou a ser computadorizada nas universidades paulistas. A Faculdade de Medicina da USP foi pioneira neste processo.
Estar preparado para o vestibular não significa simplesmente que se encerrou uma etapa de vida, mas sim que houve resultado de uma longa trajetória na qual esteve presente esse objetivo. Essa dinâmica inicia-se muito cedo, logo no ensino fundamental II onde se começa a trilhar um caminho de articulações e diálogos entre os dois níveis de ensino. Tudo isso é uma questão de responsabilidade, pois de acordo com a LDB e Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio: A Educação Básica deve se preocupar em dar uma formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer meios para o prosseguimento no trabalho e nos estudos posteriores. O currículo do Ensino Médio deverá estar voltado para competências básicas, de caráter geral, dentre as quais é decisiva a capacidade de “aprender a aprender”.
Por lei a função do Ensino Médio é responsabilizar-se por essa preparação, assim seu conteúdo fica à mercê das Universidades, já que são elas que decidem o que deve cair no vestibular e os elaboram. Conteúdos extensos, cheios de informações muitas das vezes inadequados à faixa etária dos alunos. Por isso faz-se necessário um trabalho direcionado, da escola, desde o nível fundamental II até o Ensino Médio, para desenvolvimento de uma sequência de saberes eficazes e eficientes que contribuam para a aprovação do aluno no concurso vestibular.
Outra coisa importante é a escolha da profissão, alguns têm em mente o que pretendem outros nem desconfiam qual profissão querem seguir. Não é uma decisão fácil, mas a escola pode ajudar e deve ajudar com algumas atitudes de levar até os alunos informações constantes sobre profissões, não só no que diz respeito à mesma, mas, como está o mercado de trabalho, a faixa salarial para o profissional que a exerce, o campo de atuação profissional. Adquirir conhecimento sobre as diversas profissões e acima de tudo maturidade, apesar de ela ser uma questão pessoal, pode ser o grande diferencial para esse aluno fazer a escolha certa.
Foi noticiada, no mês passado, a aprovação dos alunos do 2ª série do ensino Médio de Goiânia, após conseguirem a pontuação necessária para a aprovação no vestibular, assim mais de 50 estudantes com o ensino médio incompleto matricularam-se na Pontifícia Universidade Católica de Goiás. No mesmo período mais de 470 candidatos foram convocados a fazerem matrícula na Universidade de São Paulo, mas não puderam efetuar a inscrição por não terem completado o Ensino Médio, tudo é muito confuso, pois a Lei de Diretrizes e Bases diz que o acesso aos níveis superiores se dá conforme a capacidade do aluno; o Ministério da Educação afirma que todo estudante deve cumprir os 200 dias letivos durante os três anos de Ensino Médio, para estar apto a prosseguir para o ensino superior.
Enquanto essa discussão vai longe o que importa mesmo é cumprir essa etapa em uma escola que prepare efetivamente o aluno para os processos de admissão nas Instituições de Ensino Superior, que seja capaz de fazê-lo projetar o seu futuro pensando o que deseja ser lá na frente, aonde quer chegar, afinal o curso superior é apenas um meio para se chegar ao futuro.
Paula
Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo." (Joe Namath)
Assinar:
Postagens (Atom)